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November 13, 2006

Apelo à vida; não ao aborto!

A todos aqueles que acreditam em Deus, ou que não acreditando partilham de religiões ou filosofias que pregam o respeito pela vida; a todos aqueles que dizem tomar a vida de todos os seres por algo tão precioso e sagrado que estão dispostos a sacrificar-se no dia-a-dia por essa crença; a todos aqueles que têm e vivem segundo valores individuais pelos quais para os quais a vida é um bem precioso que não pode ser posto em causa de animo leve; por fim a todos aqueles que acham que uma prática como o aborto é errada e não a fariam em circunstância alguma; a todos os que comungam destes princípios eu peço não fiquem em casa no dia do referendo, votem!
Aqueles que comungam dos valores acima mencionados mas que acham que a questão pública não vos diz respeito e que a vossa vontade não deve impor-se à liberdade de outro para pôr fim a uma vida, por favor não acreditem nessa ilusão!
O Estado existe antes de mais para garantir a liberdade e direitos dos cidadãos, nós porem sabemos que a liberdade de matar, exceptuando casos como legitima defesa, nunca se sobrepõe à liberdade de viver. É pois o papel do Estado e de todos os que o compõem trabalhar e lutar para que o direito a viver seja assegurado.
É verdade que não existe maior obrigação e grandeza do que cultivar-mos em nós as virtudes que professamos e que em muitos casos é negativo e pernicioso ao desenvolvimento interior a atitude de querer moralizar os outros em questões em que a prática em causa não atenta contra a liberdade dos semelhantes. A questão do aborto não pertence a este foro pois existe efectivamente uma vítima dessa prática.
Se é verdade como referi que a verdadeira virtude é a que cultivamos em nós há porem situações em somos chamados a combater o mal exterior com todas a nossa força.
Não importa que a maioria dos países tenha adoptado a prática do aborto como normal e corriqueira; em muitos estados dos EUA isso só aconteceu porque foram sendo abertos precedentes jurídicos nos tribunais, foi uma falha do sistema judicial e não o resultado de uma votação. Mas mesmo que fosse e mesmo que a maioria do mundo pregue o aborto nós sabemos que no passado práticas criminosas foram adoptadas como vulgares pelas sociedades ditas civilizadas, sabemos também que um dia o aborto entre outras coisas será visto como um terrível crime que só podia ser levado a cabo por selvagens portadores de uma consciência primitiva, a menos que o mundo futuro seja um mundo de trevas e sofrimento; a legalização ou despenalização do aborto não é um progresso é um retrocesso. Ora nós temos essa possibilidade de dizer que Portugal enquanto Estado soberano não compactuou com essa barbaridade levada a cabo por tantos povos ditos civilizados.
Para aqueles que acreditam que é razão legítima e suficiente que o ser em formação no ventre da mãe seja uma inconsequência e que em nome do conforto deve ser eliminada essa vida, para esses eu não tenho argumentos pois não existem argumentos para quem vive nesse estado de consciência.
Mesmo que sejamos uma minoria no mundo ou no país sabemos que a verdade da vida e do amor ao próximo está connosco.
Por favor não acreditem que pode haver uma posição de neutralidade ou desresponsabilização, que se pode amar a vida e aceitar que o seu extermínio seja prática natural; neste caso só existem duas posições a favor da vida ou contra a vida.


“Todo ser teme a dor, todo o ser ama a vida. Pondera cada ser a partir de ti -e não atormentes nenhum ser, a nenhum ser dês a morte!” -Buda


“I notice that everybody who is Pro-Abortion already has been born.” –Ronald Reagan

Publicado por João Vasco às November 13, 2006 07:33 PM

Comentários

apoio tudo o que for pelo direito à VIDA.

Publicado por: maria alves às December 3, 2006 07:05 PM

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