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November 28, 2006

Flexigurança?

O Governo pretende adoptar o modelo Dinamarquês, Flexigurança, de funcionamento e regulação do mercado de trabalho.
Como diz o Diário Económico de hoje: “ A ideia é facilitar os despedimentos, flexibilizar os horários de trabalho, ao mesmo tempo que se garante maior e melhor protecção em caso de desemprego. E se aumentam os incentivos à procura de novo emprego dizem os especialistas.”
Os empresários portugueses contactados pelo DE mostram dúvidas em relação à capacidade do Estado financiar um modelo destes que exige um grande dispêndio financeiro quer ao nível de garantir a protecção social necessária quer na promoção e incentivo às empresas para que adoptem melhores práticas. É mesmo sugerido que este modelo é apenas viável em países ricos.
O economista dinamarquês Bengt-Âke Lundvall, questionado pelo DE, frisa ainda que países como Portugal, Itália e Grécia não estão preparados para este modelo por adoptarem ainda uma estrutura empresarial do tipo “Tayloriano”.
A revista The Economist já tinha abordado este modelo há uns meses atrás e também refere que não é um modelo fácil de copiar já que envolve uma relação muito especial, com já um século de existência, de diálogo entre sindicatos e patrões. O DE também refere esta relação.
Uma das características deste modelo é que o empregado pode ser despedido de um dia para o outro e tem maior flexibilidade de horário. Deu à Dinamarca uma grande vantagem competitiva sobre outros países como a Alemanha e a Suécia, estimulou o crescimento económico e reduziu o desemprego.
Eu sou a favor de uma flexibilização a todos os níveis dos contratos de trabalho. Isso aumenta a rotatividade no mercado de trabalho e tem todas as vantagens já referidas. No entanto e como já escrevi noutro “post” penso, por um lado, que Portugal deve ser humilde. Não podemos continuar a pormo-nos em bicos de pés a fingir que somos ricos, não somos! Para alcançar-mos um elevado nível de riqueza e progresso temos que fazer sacrifícios, e tomar as medidas certas claro, outros países também os fizeram e nós não somos especiais. Não podemos ter tudo de mãos beijadas. As medidas duras passam por reduzir o pessoal da Função Pública e suas regalias, por reduzir os impostos que nos tiram competitividade e por flexibilizar os contratos de trabalho.
Por outro lado este tipo de modelo, como o Flexigurança baseados na lógica de super Estado e na mentalidade Comunista-escandinavo-socialista, que trata o homem como se fosse uma vaquita bem alimentada, num estábulo, que não deseja ser livre, desagrada-me bastante.
Não era este o espírito dos nossos “igrejos avós”, que em frágeis naus se fizeram aos perigos e tribulações até acharem as terras prometidas.
Seja como for os contratos de trabalho têm que ser revistos no nosso país pois a ideia de que uns podem ter empregos vitalícios para que outros os tenham precários é inadmissível assim como o é que o país perca competitividade e se arraste nesta morte lenta.

O Governo pretende adoptar o modelo Dinamarquês, Flexigurança, de funcionamento e regulação do mercado de trabalho.
Como diz o Diário Económico de hoje: “ A ideia é facilitar os despedimentos, flexibilizar os horários de trabalho, ao mesmo tempo que se garante maior e melhor protecção em caso de desemprego. E se aumentam os incentivos à procura de novo emprego dizem os especialistas.”
Os empresários portugueses contactados pelo DE mostram dúvidas em relação à capacidade do Estado financiar um modelo destes que exige um grande dispêndio financeiro quer ao nível de garantir a protecção social necessária quer na promoção e incentivo às empresas para que adoptem melhores práticas. É mesmo sugerido que este modelo é apenas viável em países ricos.
O economista dinamarquês Bengt-Âke Lundvall, questionado pelo DE, frisa ainda que países como Portugal, Itália e Grécia não estão preparados para este modelo por adoptarem ainda uma estrutura empresarial do tipo “Tayloriano”.
A revista The Economist já tinha abordado este modelo há uns meses atrás e também refere que não é um modelo fácil de copiar já que envolve uma relação muito especial, com já um século de existência, de diálogo entre sindicatos e patrões. O DE também refere esta relação.
Uma das características deste modelo é que o empregado pode ser despedido de um dia para o outro e tem maior flexibilidade de horário. Deu à Dinamarca uma grande vantagem competitiva sobre outros países como a Alemanha e a Suécia, estimulou o crescimento económico e reduziu o desemprego.
Eu sou a favor de uma flexibilização a todos os níveis dos contratos de trabalho. Isso aumenta a rotatividade no mercado de trabalho e tem todas as vantagens já referidas. No entanto e como já escrevi noutro “post” penso, por um lado, que Portugal deve ser humilde. Não podemos continuar a pormo-nos em bicos de pés a fingir que somos ricos, não somos! Para alcançar-mos um elevado nível de riqueza e progresso temos que fazer sacrifícios, e tomar as medidas certas claro, outros países também os fizeram e nós não somos especiais. Não podemos ter tudo de mãos beijadas. As medidas duras passam por reduzir o pessoal da Função Pública e suas regalias, por reduzir os impostos que nos tiram competitividade e por flexibilizar os contratos de trabalho.
Por outro lado este tipo de modelo, como o Flexigurança baseados na lógica de super Estado e na mentalidade Comunista-escandinavo-socialista, que trata o homem como se fosse uma vaquita bem alimentada, num estábulo, que não deseja ser livre, desagrada-me bastante.
Não era este o espírito dos nossos “igrejos avós”, que em frágeis naus se fizeram aos perigos e tribulações até acharem as terras prometidas.
Seja como for os contratos de trabalho têm que ser revistos no nosso país pois a ideia de que uns podem ter empregos vitalícios para que outros os tenham precários é inadmissível assim como o é que o país perca competitividade e se arraste nesta morte lenta.

Publicado por João Vasco às November 28, 2006 07:41 PM

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