November 29, 2006
O Irão e a crise no Médio Oriente
O Irão é um país em que perto de 81,5% das exportações são petróleo e gás, mais uns 3,5% em produtos químicos e petroquímicos. O Irão descobriu que sempre que há crises no Médio Oriente os preços do petróleo aumentam e isso interessa ao Irão.
Desde a invasão do Afeganistão e o aumento dos preços do petróleo que a o superávite da balança comercial dos países exportadores de petróleo tem vindo a aumentar enquanto a balança comercial dos EUA apresenta um aumento do défice simétrico. Não vou acusar ninguém mas a verdade é que com o aumento da procura, de petróleo e derivados, por parte dos mercados emergentes além da situação no Iraque, bastam meia dúzia de terroristas a lançar rockets contra Israel e um finca-pé no programa nuclear iraniano para manter os preços do petróleo a níveis aliciantes para quem o exporta, Irão and friends.
O Irão é um país em que perto de 81,5% das exportações são petróleo e gás, mais uns 3,5% em produtos químicos e petroquímicos. O Irão descobriu que sempre que há crises no Médio Oriente os preços do petróleo aumentam e isso interessa ao Irão.
Desde a invasão do Afeganistão e o aumento dos preços do petróleo que a o superávite da balança comercial dos países exportadores de petróleo tem vindo a aumentar enquanto a balança comercial dos EUA apresenta um aumento do défice simétrico. Não vou acusar ninguém mas a verdade é que com o aumento da procura, de petróleo e derivados, por parte dos mercados emergentes além da situação no Iraque, bastam meia dúzia de terroristas a lançar rockets contra Israel e um finca-pé no programa nuclear iraniano para manter os preços do petróleo a níveis aliciantes para quem o exporta, Irão and friends.
Publicado por João Vasco às 06:26 PM | Comentários (0)
November 28, 2006
Flexigurança?
O Governo pretende adoptar o modelo Dinamarquês, Flexigurança, de funcionamento e regulação do mercado de trabalho.
Como diz o Diário Económico de hoje: “ A ideia é facilitar os despedimentos, flexibilizar os horários de trabalho, ao mesmo tempo que se garante maior e melhor protecção em caso de desemprego. E se aumentam os incentivos à procura de novo emprego dizem os especialistas.”
Os empresários portugueses contactados pelo DE mostram dúvidas em relação à capacidade do Estado financiar um modelo destes que exige um grande dispêndio financeiro quer ao nível de garantir a protecção social necessária quer na promoção e incentivo às empresas para que adoptem melhores práticas. É mesmo sugerido que este modelo é apenas viável em países ricos.
O economista dinamarquês Bengt-Âke Lundvall, questionado pelo DE, frisa ainda que países como Portugal, Itália e Grécia não estão preparados para este modelo por adoptarem ainda uma estrutura empresarial do tipo “Tayloriano”.
A revista The Economist já tinha abordado este modelo há uns meses atrás e também refere que não é um modelo fácil de copiar já que envolve uma relação muito especial, com já um século de existência, de diálogo entre sindicatos e patrões. O DE também refere esta relação.
Uma das características deste modelo é que o empregado pode ser despedido de um dia para o outro e tem maior flexibilidade de horário. Deu à Dinamarca uma grande vantagem competitiva sobre outros países como a Alemanha e a Suécia, estimulou o crescimento económico e reduziu o desemprego.
Eu sou a favor de uma flexibilização a todos os níveis dos contratos de trabalho. Isso aumenta a rotatividade no mercado de trabalho e tem todas as vantagens já referidas. No entanto e como já escrevi noutro “post” penso, por um lado, que Portugal deve ser humilde. Não podemos continuar a pormo-nos em bicos de pés a fingir que somos ricos, não somos! Para alcançar-mos um elevado nível de riqueza e progresso temos que fazer sacrifícios, e tomar as medidas certas claro, outros países também os fizeram e nós não somos especiais. Não podemos ter tudo de mãos beijadas. As medidas duras passam por reduzir o pessoal da Função Pública e suas regalias, por reduzir os impostos que nos tiram competitividade e por flexibilizar os contratos de trabalho.
Por outro lado este tipo de modelo, como o Flexigurança baseados na lógica de super Estado e na mentalidade Comunista-escandinavo-socialista, que trata o homem como se fosse uma vaquita bem alimentada, num estábulo, que não deseja ser livre, desagrada-me bastante.
Não era este o espírito dos nossos “igrejos avós”, que em frágeis naus se fizeram aos perigos e tribulações até acharem as terras prometidas.
Seja como for os contratos de trabalho têm que ser revistos no nosso país pois a ideia de que uns podem ter empregos vitalícios para que outros os tenham precários é inadmissível assim como o é que o país perca competitividade e se arraste nesta morte lenta.
O Governo pretende adoptar o modelo Dinamarquês, Flexigurança, de funcionamento e regulação do mercado de trabalho.
Como diz o Diário Económico de hoje: “ A ideia é facilitar os despedimentos, flexibilizar os horários de trabalho, ao mesmo tempo que se garante maior e melhor protecção em caso de desemprego. E se aumentam os incentivos à procura de novo emprego dizem os especialistas.”
Os empresários portugueses contactados pelo DE mostram dúvidas em relação à capacidade do Estado financiar um modelo destes que exige um grande dispêndio financeiro quer ao nível de garantir a protecção social necessária quer na promoção e incentivo às empresas para que adoptem melhores práticas. É mesmo sugerido que este modelo é apenas viável em países ricos.
O economista dinamarquês Bengt-Âke Lundvall, questionado pelo DE, frisa ainda que países como Portugal, Itália e Grécia não estão preparados para este modelo por adoptarem ainda uma estrutura empresarial do tipo “Tayloriano”.
A revista The Economist já tinha abordado este modelo há uns meses atrás e também refere que não é um modelo fácil de copiar já que envolve uma relação muito especial, com já um século de existência, de diálogo entre sindicatos e patrões. O DE também refere esta relação.
Uma das características deste modelo é que o empregado pode ser despedido de um dia para o outro e tem maior flexibilidade de horário. Deu à Dinamarca uma grande vantagem competitiva sobre outros países como a Alemanha e a Suécia, estimulou o crescimento económico e reduziu o desemprego.
Eu sou a favor de uma flexibilização a todos os níveis dos contratos de trabalho. Isso aumenta a rotatividade no mercado de trabalho e tem todas as vantagens já referidas. No entanto e como já escrevi noutro “post” penso, por um lado, que Portugal deve ser humilde. Não podemos continuar a pormo-nos em bicos de pés a fingir que somos ricos, não somos! Para alcançar-mos um elevado nível de riqueza e progresso temos que fazer sacrifícios, e tomar as medidas certas claro, outros países também os fizeram e nós não somos especiais. Não podemos ter tudo de mãos beijadas. As medidas duras passam por reduzir o pessoal da Função Pública e suas regalias, por reduzir os impostos que nos tiram competitividade e por flexibilizar os contratos de trabalho.
Por outro lado este tipo de modelo, como o Flexigurança baseados na lógica de super Estado e na mentalidade Comunista-escandinavo-socialista, que trata o homem como se fosse uma vaquita bem alimentada, num estábulo, que não deseja ser livre, desagrada-me bastante.
Não era este o espírito dos nossos “igrejos avós”, que em frágeis naus se fizeram aos perigos e tribulações até acharem as terras prometidas.
Seja como for os contratos de trabalho têm que ser revistos no nosso país pois a ideia de que uns podem ter empregos vitalícios para que outros os tenham precários é inadmissível assim como o é que o país perca competitividade e se arraste nesta morte lenta.
Publicado por João Vasco às 07:41 PM | Comentários (0)
November 27, 2006
Doce aroma da Democracia e diplomacia!
"O Presidente iraquiano, Jalal Talabani, Jalal Talabani foi hoje a Teerão pedir a ajuda do regime iraquiano na luta contra o terrorismo que ameaça a integridade do seu país, numa altura em que o país vizinho tenta assumir-se como potência regional.
“Precisamos da ajuda do Irão para lutar contra o terrorismo e restaurar a segurança e estabilidade no Iraque”, afirmou Talabani, numa declaração à imprensa antes do encontro com o seu homólogo iraniano." - Público online
Tenho dúvidas que dê em algo, tendo em conta quem controla o Irão, mas é bom ver a diferença de Iraque e de atitude. Um dia talvez se reconheça que houve algo de bom na libertação do Iraque. Esperemos e rezemos por isso. Força Bush, don't give up on Iraq!
"O Presidente iraquiano, Jalal Talabani, Jalal Talabani foi hoje a Teerão pedir a ajuda do regime iraquiano na luta contra o terrorismo que ameaça a integridade do seu país, numa altura em que o país vizinho tenta assumir-se como potência regional.
“Precisamos da ajuda do Irão para lutar contra o terrorismo e restaurar a segurança e estabilidade no Iraque”, afirmou Talabani, numa declaração à imprensa antes do encontro com o seu homólogo iraniano." - Público online
Tenho dúvidas que dê em algo, tendo em conta quem controla o Irão, mas é bom ver a diferença de Iraque e de atitude. Um dia talvez se reconheça que houve algo de bom na libertação do Iraque. Esperemos e rezemos por isso. Força Bush, don't give up on Iraq!
Publicado por João Vasco às 09:13 PM | Comentários (0)
Desemprego de longa duração na primeira metade de 2006
“O desemprego de longa duração continuou a aumentar na primeira metade de 2006, representando já mais de 53 por cento do total de desempregados. O agravamento da duração média do desemprego é consistente com o fraco crescimento da actividade.”
“A depreciação/desadequação das competências profissionais dos desempregados face às novas ofertas de emprego, particularmente relevante no contexto da reestruturação produtiva em curso na economia portuguesa, bem como a elevada duração potencial das prestações do subsídio de desemprego estarão igualmente a contribuir para a manutenção
do significativo nível do desemprego de longa duração.”
-Boletim económico - Outono de 2006 - Banco de Portugal
“O desemprego de longa duração continuou a aumentar na primeira metade de 2006, representando já mais de 53 por cento do total de desempregados. O agravamento da duração média do desemprego é consistente com o fraco crescimento da actividade.”
“A depreciação/desadequação das competências profissionais dos desempregados face às novas ofertas de emprego, particularmente relevante no contexto da reestruturação produtiva em curso na economia portuguesa, bem como a elevada duração potencial das prestações do subsídio de desemprego estarão igualmente a contribuir para a manutenção
do significativo nível do desemprego de longa duração.”
-Boletim económico - Outono de 2006 - Banco de Portugal
Publicado por João Vasco às 08:03 PM | Comentários (0)
November 26, 2006
"Fúria e folia"
"Me chamo vento
Passeando pela cidade destruída bombas
Foram lançadas e tudo reduzido a pó
Na praça aberta sou um colar de livres pensamentos
quem quer comprar o jornal de ontem
Com notícias de anteontem?
Me chamo vento
Nada sei apenas vivo a perambular
Uns trabalham por dinheiro
Outros por livre e espontânea vontade
Eu trabalho para o nada espalhando pelo chão
Sou solidão a dançar com a língua no formigueiro
Ando, ando, ando sem parar
na poeira dos fatos nas transparências
Viver é fúria e folia
Rumo ao mágico
Me chamo vento
Passeando pela cidade destruída
Bombas foram lançadas e tudo reduzido a pó
Na praça aberta sou um colar de livres pensamentos
Sou solidão a dançar
Com a língua no formigueiro
Viver é fúria e folia
Rumo ao mágico" - Barão Vermelho
Publicado por João Vasco às 05:57 PM | Comentários (2)
Para que se lembrem de quem começa
A opinião pública tem memória curta na lembrança de quem começa ou não as hostilidades. Para que não se esqueçam:
“Apesar da entrada em vigor do cessar-fogo às 06h00 locais (04h00 em Lisboa), as Brigadas Ezzedine al-Qassam, o ramo armado do Hamas, reivindicaram os disparos de três rockets artesanais contra o território israelita. Também o ramo armado da Jihad Islâmica anunciou ter disparado vários Al-Qassam contra território israelita que tiveram por alvo a cidade de Sdérot, no sul do Israel.” –in Publico online 26/11/2006
Publicado por João Vasco às 11:46 AM | Comentários (0)
Não alimentem o parasita, a cultura agradece
Não devia, pura e simplesmente, haver qualquer tipo de subsídio ou financiamento público, atribuído à cultura em Portugal. Esta é uma das mais graves injustiças que existe no nosso país e só é explicável pelo elitismo, vaidade e futilidade dos que aqui habitam.
É triste pensar que o operário se mata a trabalhar na fábrica em turnos desgastantes, que o empresário arrisca e labora na difícil tarefa de fazer vingar o seu negócio, que os investidores financeiros e accionistas correm os riscos de investir o seu capital e o de outros, para que parte dos seus justos salários lucros e dividendos sejam empregues entre outras excentricidades do Estado na realização de projectos culturais de que muitos dos contribuintes não beneficiam sequer e que só servem para penalizar a cultura em Portugal.
Andar a atribuir subsídios á cultura não privilegia o talento artístico mas o compadrio. Não são os mais talentosos que produzem mas aqueles que se sabem “mexer” melhor. Estes acabam por asfixiar os mais talentosos prejudicando assim a cultura. Numa indústria competitiva e não subsidiada o produto tem que ser bom e por isso os intervenientes têm que ser bons também e é esse o principal critério de escolha, a qualidade do trabalho dos intervenientes. Não admira que as indústrias de cinema e filmes, por exemplo, que não são subsidiadas sejam as mais pujantes. Refiro-me aos três grandes, Hollywood, Bollywood (cinema indiano), Nollywood (indústria de filmes Nigeriana), mas também ao cinema Brasileiro ou à indústria de filmes de Hong-Kong. No entanto isto pode ser aplicado a qualquer outra área da cultura, da música clássica ao bailado, passando pela literatura.
As pessoas da cultura em Portugal são normalmente, como os funcionários públicos, seres arrogantes que se acham superiores aos seus semelhantes e que se consideram incompreendidos e vítimas da sociedade.
Por favor, parem de lhes dar o dinheiro dos contribuintes.
Publicado por João Vasco às 08:43 AM | Comentários (2)
Será lícito fugir aos impostos?
O governo esforça-se por todos os meios por legitimar a fuga aos impostos. Estão agora muito preocupados com as fraudes ligadas com os combustíveis que são adquiridos em Espanha e revendidos em Portugal.
Não existe qualquer razão para que existam taxas tão elevadas que ascendem a 50% no preço total da gasolina e do gasóleo e que os totais de impostos cobrados que inclui o IVA sejam superiores em Portugal do que em Espanha. Realmente as relações Ibéricas estão no seu melhor com o governo português a fazer de tudo para favorecer os espanhóis.
Mais grave é que tudo isto penaliza a economia. Somos duplamente penalizados, nos impostos e baixo crescimento económico por eles provocados que conduz o país ao atraso em que vivemos. O governo está mais preocupado em arrecadar dinheiro do que em estimular o crescimento económico. A fuga aos impostos acaba pois por ser uma atitude patriótica legitimado pelo governo.
Nós vivemos num totalitarismo democrático, o atraso a que o Salazarismo nos relegou pela força é hoje conseguido através da lógica perniciosa dos impostos/subsídios.
Publicado por João Vasco às 08:33 AM | Comentários (0)
Com sofrimento
Fui ao site da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal e retirei esta lista com os nomes de empresas que testam em animais. A lista é mais extensa e eu mantive apenas alguns nomes. Quem estiver interessado em ver a lista na íntegra ou as imagens que eles disponibilizam pode ir ao site da liga.
Uma das vantagens do sistema Capitalista é que temos o poder de escolher e penalizar pelo consumo ou não consumo dos bens produzidos.
-Clairol (Herbal Essences, Procter & Gamble)
-Colgate-Palmolive Co. (Colgate, Palmolive, Ajax, Fabuloso, Super-Pop)
-Coty (Adidas Moves, Adidas Moves For Her, Davidoff, JOOP!, Jovan, Lancaster, Rimmel, Stetson)
-Cover Girl (Procter & Gamble)
-Del Laboratories (Commerce Drug, Flame Glow, New York Color, Propa PH, Sally Hansen)
-Dial Corporation (Purex, Renuzit)
-GlaxoSmithKline (Aquafresh, Polident, Sensodyne, Eno)
-Helene Curtis Industries (Unilever, Finess, Suave, Salon Selectives, Thermasilk)
-Johnson & Johnson (Neutrogena, Clean & Clear, Renova, Aveeno)
-Kimberly-Clark Corp. (Kleenex, Scott Paper, Huggies)
-Lever Bros. (Unilever)
-L’Oréal (Garnier, Lancome, Matrix Essentials, Maybelline, Ralph Lauren Fragrances e Redken)
-Max Factor (Procter & Gamble)
-Pantene (Procter & Gamble)
-Pfizer (Viagra, Plax, Visine, Desitin, BenGay) -Procter & Gamble (Tide, Ariel, Bold, Pantene, Vidal Sassoon, Head & Shoulders, Always, Whisper, Bounty, Pampers, Oil of Olay, Vicks, Clairol, Cover Girl, Giorgio, Iams, Max Factor, Physique, Richardson-Vicks)
-Reckitt Benckiser (Quanto, Calgon, Calgonit, Blanka, Woolite)
-Sally Hansen (Del Laboratories) -Sara Lee (Ambi Pur, Sanex, Aqua Velva, Badedas)
-Schering-Plough (Bain de Soleil, Coppertone, Dr. Scholl’s)
-S.C. Johnson (Raid, Drano, Fantastik, Glade, Pledge, Shout, Windex, Ziploc)
-SoftSoap Enterprises (Colgate-Palmolive)
-Suave (Unilever)
-3M (Scotch, Post-It)
-Unilever (Domestos, Cif, Comfort, Axe, Rexona, Impulse, Organics, Linic, Timotei, Pepsodent, Becel, Dove, Vasenol, Omo, Skip, Sun, Lever Bros., Calvin Klein, Elizabeth Arden, Helen Curtis, Diversey)
Publicado por João Vasco às 07:36 AM | Comentários (1)
November 25, 2006
"Go ahead punk, make my day..."
No Público on-line pode ler-se:
“ Carvalho da Silva: mudança que o país precisa será imposta pela CGTP”
Sendo as declarações citadas do proto-ditador:
"A nossa luta acabará por vencer" e "seremos nós que imporemos a mudança que o país precisa",
“o caminho é a satisfação das reivindicações da CGTP".
Este homem é obviamente um estalinista e um ditador em potência. Esquece-se é que este país é habitado por outros além do seu ego e da seita que o segue.
Publicado por João Vasco às 09:07 PM | Comentários (0)
A vergonha europeia: O nosso país continua a perder a corrida
O país continua a perder a corrida em relação ao resto da Europa e penso mesmo que se pode dizer que nos tornámos na vergonha ou na anedota do velho continente.
Mesmo os grandes e indolentes países europeus como a Alemanha, França e Itália conseguem ter taxas de crescimento do PIB mais elevadas que Portugal e estão a ultrapassar melhor a crise. Os países da Europa de leste aproximam-se perigosamente ou preparam-se para nos ultrapassar. Por outras palavras Portugal continua a distanciar-se em termos de crescimento económico da média na UE. Estamos a crescer mais em circunstâncias favoráveis, mas não tanto quanto o governo apregoa e com uma diferença cada vez maior em relação à média comunitária.
O governo apresenta-nos um optimismo infundado. Porque muito pouco foi feito de necessário e eficaz, estamos a depender da sorte algo muito perigoso em Democracia e algo que não é mesmo o objectivo da dita Democracia.
O grande problema em Portugal é que continuamos a tentar viver como se fossemos um país "rico" e avançado sem ter a humildade de descer do pedestal como fizeram a Irlanda, Estónia, Republica Checa, Eslovénia entre outros e meter mãos à obra. É importante sermos humildes pois não é sendo arrogantes e vaidosos que vamos evoluir alguma vez.
Estes últimos países que mencionei tomaram consciência da situação em que estavam, e a de alguns era muito má. Um bom exemplo disso é a Estónia, um país completamente falido. Mas “aqueles que se humilham serão exaltados e os que se exaltam serão humilhados” e por isso hoje têm taxas elevadas de crescimento do PIB, a Irlanda é mesmo o segundo país mais rico da Europa a seguir ao Luxemburgo com taxas de desemprego anormalmente baixas na Europa. A Irlanda já foi pobre como nós, lembram-se?
Países como a Irlanda ou a Estónia tomaram medidas que passaram por reforma do sistema fiscal incluindo a utilização do badalado “flat tax”na estónia, tratam-se de mudanças em que as empresas e os rendimentos mais elevados deixam de ser penalizados pelo Estado. No caso do flat tax a percentagem tributada é a mesma para todos os escalões de rendimento. Outras medidas tomadas são a redução do número de funcionários públicos e aumento da flexibilidade dos contratos, por outras palavras é mais fácil e barato despedir os trabalhadores. Encontramos também muitos destes países entre os que têm menores custos de produção ou entre os países aonde é mais fácil abrir um negócio, etc.
Menores custos de produção não querem dizer menores salários embora num país como o nosso em que produtividade é baixa tenha que passar por ai. Por exemplo os EUA têm um custo unitário de trabalho baixo, bastante mais baixo que a maioria dos países europeus incluindo Portugal, excepção feita, claro, para a Irlanda. Porém os empregados de manufactura nos EUA são melhor recompensados do que na Europa, os custos são baixos porque a produtividade é elevada. É no entanto necessário chegar a esse patamar de evolução mas isso só acontece com o tempo e experiência e é impossível não começar por baixo.
Os portugueses querem segurança e querem viver na opulência, porém não existe “segurança” à força ou à custa dos outros. A “segurança” que procuramos cria graves injustiças sociais, uns têm empregos vitalícios e outros empregos precários ou não têm sequer emprego. Sem contar que a nossa busca de “segurança” conduz o país à insegurança e ao descalabro. Será isto patriótico? Não existe progresso sem esforço. Os descobrimentos não foram obra de homens covardes ou com falta de visão, não foram homens indolentes ou ciosos do seu bem-estar que cruzaram os oceanos em frágeis naus rumo a um destino desconhecido mas glorioso. Também não partiram à toa, tudo foi bem planeado.
E hoje não temos homens de acção nem sonhadores pragmáticos?
Publicado por João Vasco às 03:47 PM | Comentários (0)
November 20, 2006
O aleijão nacional
O estado da economia portuguesa é como o de um homem saudável a quem por engano engessaram duas pernas. Ficou de cadeira de rodas e logo lhe engessaram os braços e o pescoço, meteram-lhe um tapa olhos e como começou a dar em doido acrescentaram-lhe um colete-de-forças. É assim que está a economia portuguesa e todos se interrogam porque ela não mexe.
Publicado por João Vasco às 08:12 PM | Comentários (0)
November 19, 2006
A falência do modelo Sueco
Na segunda semana de Setembro saiu na revista The Economist um “special report” sobre a Suécia. Algo digno de leitura especialmente por aqueles que ainda vêem este país como uma prova de que o modelo social do "welfare state" é viável.
Entre os dados dados referidos no artigo temos:
- A Suécia passou do 4º país mais rico da OCDE em 1970 para o 16º lugar em 1998. Sendo que o crescimento económico depois de 1950 não se compara ao que foi entre 1870 e 1950. A percentagem do PIB per capita sueco como percentagem da média na OCDE passou de, perto dos, 120 no ano de 1950 para perto de 95 em 2004.
- Em relação ao emprego segundo um estudo da McKinsey Global Institute a veradeira taxa de desemprego na Suécia devia ser de 16-17%, pois a taxa de desemprego exclui aqueles que estão nos programas de trabalho do governo, os que são forçados a reforma antecipada, os estudantes que preferiam trabalhar. É também referida a elevada taxa de absentismo e o largo número de ausências prolongadas por doença que constituem 16% dos gastos públicos. Sendo que as pessoas em ausência prolongada por doença são considerados como estando a trabalhar.
Refere também o facto de a variação da variação cumulativa de emprego no sector privado ser praticamente nula desde 1950. Em oposição ao que se passa no sector público aonde não só tem aumentado como perto de 30% da população trabalha actualmente para o Estado.
- Outro dado interessante é que a eficiência no uso de inputs pelo sector público na Suécia é bastante baixa quando comparado com economias como os EUA, Suiça, Grã-Bretanha, Espanha ou Alemanha.
- Num outro numero da mesma revista encontrava-se ainda ainformação de que o governo Sueco arrecadou em 2005 perto de 51% do PIB em impostos em oposição por exemplo aos EUA em que esse valor foi perto de 26% do PIB.
Pode ser muito tentador a muita gente achar que um modelo social em que as pessoas podem ficar em casa desempregadas recebendo um bom salário ou que favorece o absentismo e as baixas prolongadas é um bom modelo. Estas pessoas esquecem-se no entanto que as regalias de uns são assim conseguidas às custas de outros. Que elevados subsídios de desemprego estimulam as pessoas a ficar em casa e não procurarem emprego.
Existe também a questão de que o Estado não gera riqueza é antes o sector privado que o faz. Ora as medidas necessárias à manutenção deste modelo como impostos elevados são penalizantes para o dito sector privado.
Esquecem-se também que a Suécia tem conseguido manter este modelo graças à riqueza e ao grau de evolução tecnológica e cultural alcançados em oitenta anos de elevado crescimento económico e progresso durante os quais este modelo social não existia e com o qual esse nível de crescimento seria impossível.Essse nível de crescimento prolongado é algo que nunca ocorreu em Portugal.
Por fim este modelo tem ainda o grave problema de criar um ciclo vicioso auto-destrutivo. Ou seja, quantas mais pessoas forem beneficiadas por este modelo tantas mais se oporão á mudança para outro, por muito injusto que este modelo se torne ou por muito prejudicial que seja ao país. Nós podemos constatar isto não só na Suécia, como na Alemanha, França e Portugal. Basta lembrar as recentes greves da função pública.
Publicado por João Vasco às 02:22 PM | Comentários (0)
November 18, 2006
O-N-U "is a joke"!
"A Assembleia-Geral das Nações Unidas decidiu ontem, por larga maioria, exigir o fim de todas as formas de violência entre israelitas e palestinianos, nomeadamente as operações militares do Exército de Israel em Gaza e os ataques palestinianos com "rockets"."-in Público.
A pergunta é: o que será que eles vão fazer se isso não acontecer?
Publicado por João Vasco às 10:31 PM | Comentários (0)
Porque protestam os anti globalização?
Será contra a redistribuição da riqueza que passa assim para os países mais pobres de forma natural? Será por milhões de pessoas saírem todos os anos da miséria extrema? Será por estarmos cada vez mais próximos uns dos outros em termos físicos e culturais? Será o medo da prosperidade? A perda crescente de pobres a quem fazer caridade? Será por termos cada vez mais informação e cultura? Será por o progresso e a cultura chegarem a países mais atrasados destruindo as “correntes” da ignorância? Sim, porque será que eles protestam?
Publicado por João Vasco às 10:08 PM | Comentários (4)
Mr. Bush
Bush é uma figura que ao longo do tempo foi ganhando a minha admiração. Confesso que o presidente americano que mais admiro foi Reagan e que Bush é demasiado imperialista. Mesmo assim aqui vão os bons e maus aspectos.
Bom:
-Irritou a imprensa esquerdófila.
-Acabou com o ninho de terroristas no Afeganistão.
-Libertou o Iraque.
-Confrontou o mundo árabe levando a uma libertação das tensões acumuladas.
-Esteve-se nas tintas para a ONU .
-Perdou as dívidas a países mais pobres.
-Lutou pelo comércio livre; na ronda de Doha e através de vários acordos de comércio livre com outros países e resistiu a proteccionismos na importação de produtos chineses.
-Fez cortes nos impostos através de aumentos de deduções à colecta.
-Nomeou dois juízes conservadores e católicos para o supremo tribunal.
-Ia entregando a exploração de 6 portos americanos aos Emiratos Árabes Unidos num acto de universalismo.
Mau:
- Foi incapaz de controlar o despesismo do Senado e Congresso.
-Não invadiu o Iraque com homens suficientes e não demitiu Rumsfeld mais cedo.
- A sua lógica de lealdade e compadrio foi responsável por vários erros graves como a fraca intervenção do FEMA no desastre Katrina, a má prestação no Iraque e a tentativa de nomear uma juíza da Casa Branca para o Supremo Tribunal.
- Tem deixado arrastarem-se muitas situações por tempo demais.
Publicado por João Vasco às 07:11 PM | Comentários (323)
Um inimigo invisível
Podia ter piada mas não tem. Os árabes comportam-se como crianças e os meios de comunicação dão-lhes cobertura. Atacam e provocam, quando os Israelitas retaliam escondem-se atrás de escudos humanos. Os meios de comunicação logo saem em sua defesa como "mãezinhas cegas de amor” por estas "crianças" homicidas.
Esta é uma das piores formas de mal que o mundo já conheceu, mas como não é apanágio dos homens de acção ficarem a chorar diante das contrariedades eu penso que esta é também uma questão de encontrar novas formas de vencer este inimigo. A situação no Iraque também mostrou a dificuldade das tropas americanas lidarem com este inimigo invisível que se mistura com a população. É preciso uma nova forma que não provoque a reacção hipócrita dos meios de comunicação.
Publicado por João Vasco às 02:32 PM | Comentários (31)
O debate saudável de ideias em Democracia
Certos bloguistas ( no abnoxio e Blasfémias) expressaram por razões opostas o seu descontentamento em relação à despenalização do aborto em Portugal ser colocada em referendo, a sua visão devia ser a eleita sem lugar a votos. Ambos obviamente com medo que o lado oposto ganhe.
Esta é uma tentação totalitária na qual não devemos cair. A Democracia chama-nos a darmos um passo em frente na direcção de maiores responsabilidades. Não podemos ser sempre irresponsáveis colocando-nos nas mãos de um Estado paternalista. Nós somos o Estado, e fazemos a nossa escolha racional para não estarmos sujeitos ou estarmos menos sujeitos à arbitrariedade do destino.
Se o sim ganhar será uma pesada derrota para quem acredita num mundo melhor que protege toda a vida. Mas a humanidade também precisa de errar para crescer. Só não erra quem não tenta. É esse o preço de escolher-mos o nosso destino e, como eu amo a liberdade, não me importo de pagar esse preço até porque acredito que no fim o bem vencerá o mal mesmo que perca muitas batalhas. Mas não foi esse o caso no primeiro confronto e nada nos garante que será o caso no segundo. É boa e saudável esta batalha e troca de ideias e muito melhor certamente do que vegetar-mos num Estado em que alguém pensa e decide por nós.
Espero que haja mais referendos sobre tudo, mesmo que o lado que defendo perca. É bom sermos chamados a acordar, a pensar e a sairmos da nossa letargia.
Publicado por João Vasco às 01:16 PM | Comentários (0)
Flex tax o imposto de todos os portugueses
Dado o debate sobre o montante dos impostos a pagar e analisando os dois pontos de vista opostos na nossa sociedade, aqueles que acreditam num Estado providência que deve ser financiado com largos impostos e aqueles que acreditam que o Estado deve ser reduzido à sua significância e querem menos impostos, concluí que a melhor solução seria um flex tax (não confundir com flat tax), e proponho este modelo à consideração dos meus concidadãos.
O flex tax consiste em duas taxas de tributação diferente para o mesmo rendimento ou bem. Cabe ao visado escolher em qual dos dois valores deseja ser tributado. A cada uma das duas taxas diferentes chamar-se-ia imposto máximo e imposto mínimo respectivamente. O sistema de impostos sobre o rendimento deixaria claro de ser progressivo pois ambas as taxas em opção seriam constantes para todos os rendimentos.
Desta forma todos ficavam felizes!
Aqueles que reclamam sempre imposto máximo podiam escolher sempre essa opção, era vê-los alegres nos supermercados escolhendo pagar sempre o IVA máximo e nos seus salários veriam com orgulho que tinham sido tributados à taxa máxima. Os que escolhessem a taxa mínima ficariam felizes em poder usufruir do seu dinheiro, sentiriam outro tipo de fervor patriótico o de poderem estimular a economia e promover o emprego. Enfim todos estariam contentes e deixaria de haver esse mau hábito de olhar para os impostos dos outros.
Por isso caros concidadãos aqui fica a minha proposta: flex tax é a solução!
Publicado por João Vasco às 10:18 AM | Comentários (0)
A legalização do aborto não é um progresso mas um retrocesso: não à despenalização do aborto!
Certas pessoas acreditam que a despenalização do aborto voluntário, por ocorrer noutros países civilizados, é um progresso. Isto é partir do principio de que a sociedade para a qual evoluímos será uma sociedade fria sem respeito pela vida humana e aonde o conforto e o bem-estar estão acima da vida humana ou outras formas de vida. Estas podem facilmente ser sacrificadas em nome dessas necessidades.
Mas para aqueles que acreditam que a evolução será sempre no sentido de um maior respeito pela vida, toda a vida, e pela dignidade humana e que a tecnologia estará ao serviço do homem e da vida na Terra, para esses, trata-se de um duro retrocesso.
Acredito que um dia os homens se interrogarão. “Como foi possível que gerações tão civilizadas se tornassem coniventes com um acto tão bárbaro? “
Sim como é possível legalizar um crime? O que não podemos é ficar de braços cruzados, é preciso promover a vida e votar na sua defesa. Porque para quem ama a vida o feto não é só um ser silencioso, é uma vida humana.
Embarquemos pois, os que amam a vida nesta batalha enfrentando as trevas e a cegueira para contruir um mundo melhor.
Certas pessoas acreditam que a despenalização do aborto voluntário, por ocorrer noutros países civilizados, é um progresso. Isto é partir do principio de que a sociedade para a qual evoluímos será uma sociedade fria sem respeito pela vida humana e aonde o conforto e o bem-estar estão acima da vida humana ou outras formas de vida. Estas podem facilmente ser sacrificadas em nome dessas necessidades.
Mas para aqueles que acreditam que a evolução será sempre no sentido de um maior respeito pela vida, toda a vida, e pela dignidade humana e que a tecnologia estará ao serviço do homem e da vida na Terra, para esses, trata-se de um duro retrocesso.
Acredito que um dia os homens se interrogarão. “Como foi possível que gerações tão civilizadas se tornassem coniventes com um acto tão bárbaro? “
Sim como é possível legalizar um crime? O que não podemos é ficar de braços cruzados, é preciso promover a vida e votar na sua defesa. Porque para quem ama a vida o feto não é só um ser silencioso, é uma vida humana.
Embarquemos pois, os que amam a vida nesta batalha enfrentando as trevas e a cegueira para contruir um mundo melhor.
Publicado por João Vasco às 08:19 AM | Comentários (2)
November 15, 2006
Ricardo Costa o comunista, perdão, comentarista da SIC.
Depois de afirmações como as que fez no site SIC-ONLINE:
“Desde ontem à tarde, este passou a ser o Orçamento de Estado que faz frente aos Bancos, esses papões que não pagam IRC, que arredondam taxas, que apresentam lucros fabulosos a cada trimestre que passa.”
“Se o Governo fizer leis mais apertadas, as coisas até podem correr melhor.”
Eu só espero que este senhor “arda no inferno” dos que amam impostos. Sinceramente quem gosta de impostos devia ser tributado a 100% em todos os seus rendimentos e expropriado de todos os seus bens a favor do bem-amado Estado. Já que estas pessoas gostam de pagar impostos, pois caso contrário não pediriam para outros o que não querem para si, vá! Dêem tudo ao Estado! O Estado agradece!
Publicado por João Vasco às 08:28 PM | Comentários (0)
País pedinchão
Vi num blog uma petição para que as multinacionais que abandonam o país não o façam. Isto só por si inspira-me a escrever sobre o país pedinchão aonde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações.
As multinacionais que vão para onde acharem melhor. Alguém quer abrir uma empresa num país aonde as pessoas quase não podem ser despedidas, os impostos são altamente penalizantes, os sindicatos fazem o que querem e as pessoas vivem pela filosofia de que o trabalho faz mal à saúde? A ideia de que empresas e empresários são detentores de uma fonte inesgotável de riqueza que não querem partilhar com os outros é ridícula. As empresas precisam de ter lucros; precisam de se reestruturar em tempos de crise e para isso é preciso despedir pessoas no processo. Numa economia pujante essas pessoas seriam reinseridas no mercado de trabalho, mas num país aonde não são criadas condições para as empresas se quererem instalar o mercado de trabalho só pode diminuir. Só quando o barco afundar de vez as pessoas talvez compreendam o que se passa, talvez se deixem de colocar na posição de meninos chorões a quem toda a gente lhes deve algo. Cresçam pá!
Até lá continuaremos a assistir á proliferação dos parasitas, os políticos do “tacho”, os funcionários públicos indolentes e desnecessários, os cronistas de esquerda que choram as misérias do país, o Bloco de Esquerda, os realizadores de cinema, etc.
Esta mentalidade continuará a pôr Portugal na boca do mundo pelas piores razões, não somos um país de homens somos um país de inválidos.
Como diz a letra de uma célebre música dos Titãs: “ Pôrrada nos caras que não fazem nada.”.
Como é bom comungar dos valores de direita.
Publicado por João Vasco às 08:14 PM | Comentários (0)
November 14, 2006
“Subida” no DE
Na primeira página do Diário Económico de hoje podia ler-se:”Subida de salário mínimo cria emprego”. Quem se desse ao trabalho de ler o conteúdo poderia verificar que se trata de um caso de sensacionalismo na primeira página.
O salário mínimo é uma medida inútil em qualquer parte do mundo mas que serve para dar “graxa” às pessoas.
A única e eficaz medida que beneficia os trabalhadores é o aumento de postos de trabalho nas diferentes áreas em relação ao numero de trabalhadores disponíveis. Isto só se consegue criando no país um ambiente amigo da empresa. Para isso não é preciso fazer nada apenas eliminar; eliminar impostos penalizantes às empresas, eliminar proteccionismo excessivo dos contractos de trabalho.
Ora quis o destino que a liberdade e abundância que a natureza quer dar aos homens os homens não a queiram e com medo prefiram agarrar-se à sua imaginária segurança. Mas como diz o ditado: “Deus protege os audazes”.
Quem não tem coragem para aceitar a sua liberdade e por ela lutar não merece ser livre.
Publicado por João Vasco às 07:06 PM | Comentários (0)
November 13, 2006
Subida do salário mínimo: uma medida inutil!
A subida do salário mínimo é uma medida que na melhor das hipóteses aumenta a taxa de desemprego, não tem mais nenhuma utilidade. Não vejo qual o interesse de aumentar a taxa de desemprego e também não entendo porque as pessoas continuam a encarar a economia como algo estático.
O mercado de trabalho está sujeito às leis da oferta e da procura; maior procura de mão-de-obra em relação à oferta da mesma, maior o preço dessa mão-de-obra. Ora nada tem sido feito para permitir que a economia floresça e essa procura aumente de forma natural, o aumento do salário mínimo é só mais um passo atrás nessa direcção.
Publicado por João Vasco às 07:46 PM | Comentários (0)
Apelo à vida; não ao aborto!
A todos aqueles que acreditam em Deus, ou que não acreditando partilham de religiões ou filosofias que pregam o respeito pela vida; a todos aqueles que dizem tomar a vida de todos os seres por algo tão precioso e sagrado que estão dispostos a sacrificar-se no dia-a-dia por essa crença; a todos aqueles que têm e vivem segundo valores individuais pelos quais para os quais a vida é um bem precioso que não pode ser posto em causa de animo leve; por fim a todos aqueles que acham que uma prática como o aborto é errada e não a fariam em circunstância alguma; a todos os que comungam destes princípios eu peço não fiquem em casa no dia do referendo, votem!
Aqueles que comungam dos valores acima mencionados mas que acham que a questão pública não vos diz respeito e que a vossa vontade não deve impor-se à liberdade de outro para pôr fim a uma vida, por favor não acreditem nessa ilusão!
O Estado existe antes de mais para garantir a liberdade e direitos dos cidadãos, nós porem sabemos que a liberdade de matar, exceptuando casos como legitima defesa, nunca se sobrepõe à liberdade de viver. É pois o papel do Estado e de todos os que o compõem trabalhar e lutar para que o direito a viver seja assegurado.
É verdade que não existe maior obrigação e grandeza do que cultivar-mos em nós as virtudes que professamos e que em muitos casos é negativo e pernicioso ao desenvolvimento interior a atitude de querer moralizar os outros em questões em que a prática em causa não atenta contra a liberdade dos semelhantes. A questão do aborto não pertence a este foro pois existe efectivamente uma vítima dessa prática.
Se é verdade como referi que a verdadeira virtude é a que cultivamos em nós há porem situações em somos chamados a combater o mal exterior com todas a nossa força.
Não importa que a maioria dos países tenha adoptado a prática do aborto como normal e corriqueira; em muitos estados dos EUA isso só aconteceu porque foram sendo abertos precedentes jurídicos nos tribunais, foi uma falha do sistema judicial e não o resultado de uma votação. Mas mesmo que fosse e mesmo que a maioria do mundo pregue o aborto nós sabemos que no passado práticas criminosas foram adoptadas como vulgares pelas sociedades ditas civilizadas, sabemos também que um dia o aborto entre outras coisas será visto como um terrível crime que só podia ser levado a cabo por selvagens portadores de uma consciência primitiva, a menos que o mundo futuro seja um mundo de trevas e sofrimento; a legalização ou despenalização do aborto não é um progresso é um retrocesso. Ora nós temos essa possibilidade de dizer que Portugal enquanto Estado soberano não compactuou com essa barbaridade levada a cabo por tantos povos ditos civilizados.
Para aqueles que acreditam que é razão legítima e suficiente que o ser em formação no ventre da mãe seja uma inconsequência e que em nome do conforto deve ser eliminada essa vida, para esses eu não tenho argumentos pois não existem argumentos para quem vive nesse estado de consciência.
Mesmo que sejamos uma minoria no mundo ou no país sabemos que a verdade da vida e do amor ao próximo está connosco.
Por favor não acreditem que pode haver uma posição de neutralidade ou desresponsabilização, que se pode amar a vida e aceitar que o seu extermínio seja prática natural; neste caso só existem duas posições a favor da vida ou contra a vida.
“Todo ser teme a dor, todo o ser ama a vida. Pondera cada ser a partir de ti -e não atormentes nenhum ser, a nenhum ser dês a morte!” -Buda
“I notice that everybody who is Pro-Abortion already has been born.” –Ronald Reagan
Publicado por João Vasco às 07:33 PM | Comentários (1)
November 12, 2006
O caso Paulo de Macedo: Miserabilismo nacional!
Paulo de Macedo, o Director-Geral de Impostos, vai sofrer uma redução de 80% no seu vencimento, segundo Teixeira dos Santos, pois ninguém pode ganhar mais que o primeiro-ministro.
Esta é mais uma derrota para quem espera ver o país bem governado. Sou a favor de que o Estado seja eficiente e eficaz e que os seus elementos sejam contratados com base na sua competência e tenham um vencimento condigno. Ora parece ser este o caso de Paulo de Macedo que veio receber o mesmo vencimento que tinha no BCP.
Desenganem-se aqueles que acreditam que esta medida vai trazer algum benefício ou acabar com o despesismo do Estado; serve apenas para reforçar a política do tacho pois alguém competente como Paulo de Macedo arranja emprego bem remunerado em qualquer lugar.
O que é preciso é demitir as pessoas que estão a mais e que não cumprem bem as suas funções, mas aqueles que ficam, são competentes e necessários devem ser bem remunerados, conforme a sua competência e necessidade do cargo para o bom funcionamento do Estado.
Este é mais um triunfo daquilo a que eu chamo o espírito da Nova Inquisição.
Publicado por João Vasco às 08:47 PM | Comentários (0)
Por favor não taxem mais!
Sempre que se descobre um negócio lucrativo que não está a ser taxado, um sector ou faixa etária que não paga impostos suficientes, logo se ergue a voz moralista; “Também tem que pagar!”.
Eu fico feliz em saber que há pessoas que conseguem pagar menos impostos ou que a mão do Estado não é assim tão omnipotente ou omnipresente. Esta atitude de querer penalizar o lucro é tão Idade Média, faz lembrar a Santa Inquisição ao serviço da inveja popular, perseguindo todos aqueles que se destacassem especialmente ao nível financeiro. Não está esta mentalidade ainda presente na nossa sociedade? Não foi ela responsável por todo o atraso que se viveu a seguir aos descobrimentos e pelo mau aproveitamento dos mesmos para o desenvolvimento industrial em Portugal? Não continua a causar dano ao país?
Talvez as pessoas não tenham ideia, ainda, do quanto imoral é querer penalizar a riqueza com base na inveja popular e pior ainda com a desculpa de justiça social.
O lucro das empresas é utilizado para a sua expansão gerando assim postos de trabalho; a margem obtida pelo Estado do mesmo lucro é utilizada para o despesismo. O Estado não gera riqueza e mesmo que vá arranjando empregos sem utilidade às pessoas desempregadas só traz perda de eficácia a si mesmo e perda de competitividade ao país.
Impostos pesados levam as empresas a instalar-se ou a fazer certos negócios noutros países; assim como as pessoas mais qualificadas procuram outros países para trabalhar aonde os seus talentos possam ser menos penalizados e melhor remunerados. Mas não são só as pessoas mais qualificadas: veja-se quantos emigrantes de baixa qualificação não vêem a sua capacidade de trabalho reconhecida lá fora!
As empresas estrangeiras obviamente preferem operar em países com menor carga fiscal.
Dêem liberdade às pessoas! Dêem liberdade à economia, deixem-na crescer! Mudem de mentalidade.
Publicado por João Vasco às 02:31 PM | Comentários (0)
A mão-de-obra "escrava" e o humanismo "caseiro"
Não se pode partir do princípio de que as pessoas desejem o mal dos seus semelhantes, e por consequência o próprio mal, por pura maldade. Se bem que exista por vezes um certo espírito que parece tomar conta de pessoas e organizações que se eleva acima delas e que espartilha e corrompe aqueles que nelas se integram.
Não acredito pois que quando certas pessoas, Mário Soares incluído, acusem a China de utilizar mão-de-obra "escrava" para concorrer nos mercados externos o façam com a intenção perversa de utilizar um argumento humanista para prejudicar aquilo que é um dos maiores resgates de seres humanos que viviam na miséria extrema para melhores condições de vida. Imagino que ignorem que na última década os salários em muitas regiões chinesas tenham aumentado a uma taxa média de perto de 10% ao ano e que aqueles que pelos nossos padrões trabalham por uma ninharia para os padrões deles trabalham por uma soma razoável. Imagino também que essas pessoas ignorem que esta é a única forma de um país conseguir o grau de evolução e bem-estar que se vive hoje no mundo ocidental; processo pelo qual todos países desenvolvidos já passaram, EUA incluídos. Imagino por fim que essas pessoas não utilizem esse argumento pérfido com a intenção de assegurarem o bem-estar de Portugal às custas do mal-estar de outros países como a China. Bush expressava há uns meses, numa palestra, a ideia de que os proteccionismos são prejudiciais. Segundo ele a Grande Depressão foi antecedida exactamente de uma forte onda de nacionalismos e proteccionismos, o caminho para ganhar face à concorrência de países como a China é exactamente fazendo melhor e seguindo em frente.
Como é diferente o verdadeiro humanismo que resulta de uma atitude pragmática do humanismo "caseiro".
Publicado por João Vasco às 01:31 PM | Comentários (0)
November 11, 2006
Daniel “Veggie”
Daniel e os companheiros estavam cativos na Babilónia governada pelo rei Nabucodonosor:
“ Daniel resolveu que não iria contaminar-se com as comidas e o vinho da mesa real. Pediu ao chefe dos eunucos permissão para não aceitar essas comidas. O Senhor fez com que Daniel conquistasse a simpatia do chefe dos eunucos. Este disse-lhe:”tenho medo do rei, meu senhor, que determinou pessoalmente o que haveis de comer e beber. Se ele perceber que os vossos rostos estão mais pálidos que os dos outros jovens da mesma idade, tornar-me-eis culpado de crime de morte aos olhos do rei”. Daniel disse ao funcionário, a quem o chefe dos eunucos havia confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias: “Faz uma experiência connosco: durante dez dias não nos dês a comer senão vegetais, e a água a beber. Depois, compara a nossa aparência com a dos outros jovens que comem na mesa do rei. Depois agirás connosco como achares melhor”. O funcionário aceitou a proposta e fez a experiência durante dez dias. No final dos dez dias, estavam com boa aparência e corpo mais saudável que todos os jovens que comiam da mesa do rei. Então o funcionário tirou definitivamente a comida e o vinho da mesa dos jovens e passou a dar-lhes somente legumes. Aos quatro jovens Deus concedeu o conhecimento e a compreensão de toda a literatura e também sabedoria.“.
Dn1, 8-17
Publicado por João Vasco às 03:01 PM | Comentários (0)
November 09, 2006
Greve Antipatriótica
Estado
Queria expressar como cidadão e contribuinte o meu repúdio à greve da função pública, que decorreu hoje e continua amanhã, e às suas reivindicações. Espero que o Governo não só se mantenha firme como leve a cabo medidas mais duras com vista a acabar com o excesso de funcionários e com a descoordenação, má gestão e fraco desempenho que se verifica nos serviços públicos. É conhecida a relação entre excesso de pessoal na função pública e a perda de competitividade de um país.Esta imoralidade tem que acabar.
Gostaria ainda de referir que a culpa da situação não é inteiramente dos funcionários públicos mas de quem criou condições e transformou o Estado no grande empregador nacional.Esse não é o papel do Estado e quem o fêz prejudicou não só o país como a vida de muita gente que trabalha na função pública e agora se encontra aí a mais. Além disso este tipo de modelo social está comprovadamente falido desde que a Suécia o pós em prática, passando assim de um dos países mais ricos da OCDE e com mais elevada taxa de crescimento a um país incapaz de aumentar o valor total de empregos no sector privado, que se vê na necessidade de "aldrabar" os valores reais da taxa de desemprego(segundo a McKinsey Global Institute a verdadeira taxa anda perto de 15-17%) e com uma prestação económica que em nada se compara com os seus anos dourados antes de adoptar o modelo social em causa.Este modelo tem arrastado os grandes países da Europa (Alemanha, França e Itália) para a apatia económica e ingovernabilidade dos cidadãos.
Este modelo social é uma perversão das funções do Estado, é imoral.
Publicado por João Vasco às 06:53 PM | Comentários (0)
November 05, 2006
Money: “the root of all good…”
As Ayn Rand wrote:
"Until and unless you discover that money is the root of all good, you ask for your own destruction. When money ceases to become the means by which men deal with one another, then men become the tools of other men. Blood, whips and guns--or dollars. Take your choice--there is no other."
Saying that “money is the root of all good” may sound like an exaggeration and even if I think that is an exaggeration I could say for sure that money can be the instrument of good.
People that have money can afford to help their fellow man while people who don’t have it can’t even afford to help themselves.
Money is also the product of our sweat, it's a good thing, and it should not be spent lavishly.
People who are in misery are easy preys for every kind of immoral deals; we can see what happens in some ex-communist countries and in underdeveloped countries.
When I hear today so many leftist anti-capitalists specially in Europe trying to darken the virtues of Capitalism and promoting economic policies that have proven wrong in the past and in their own country experience, I ask myself what kind of world would this people want? Aren’t the lessons of the past fully understood? Because it’s “Blood, whips and guns--or dollars. Take your choice--there is no other.”. I made my choice.
Publicado por João Vasco às 10:17 AM | Comentários (0)
Church and condoms have nothing to do with HIV spreading
There are those who come up with theories that the Catholic Church position on the condoms issue and the rise of conservative views in the world are responsible or may be responsible for the rise of AIDS in the countries more affected by the disease.
Does anyone believe that in any Catholic country if the Church says: “do not use condoms”, anyone will follow? “Yes”, some may say “because people in those countries are extremely religious and ignorant”, well, if this is true then they will follow the sex after marriage advice and the no adultery commandment; they will also by that point of view seek chastity in any case. The mentioned moral points are strongly emphasized by the Church.
When we look to the maps showing AIDS proliferation we see it hits harder the underdeveloped countries, the more developed a country is the lesser the number of AIDS per person. This is so because with economic development comes cultural development.
So shouldn’t we say instead that the biggest and surest way to fight AIDS is to promote economic development? Of course the economy can’t be made to grow and we know that helping funds are actually an enemy to that development, but we also know that world economic development works like a train, so the more economically developed countries at the head of that train should see as a moral obligation to let their economies grow, also, so that others can fully share of the fruits of economic growth in richer countries we should fight with all our might to promote free market policies in the world.
Publicado por João Vasco às 07:37 AM | Comentários (1)
November 04, 2006
Why I think President Bush isn’t failing in Iraq
For sure the enemies of freedom and Democracy are watching out for a fall of the Bush administration on the more polemic issues. I believe there is no greater American policy issue in terms of the whole world opinion than Iraqi war.
By engaging in a war with no support from the UN, with a weak support from the citizens of the countries that were allies with the US on this war, and worst of all, using as major argument a false argument it sure left the US in a weak position in the long run. Things could have worked if the war had finished rapidly and everything worked fine which is not the case.
I admire President Ronald Reagan attitude when he once said:
"The United States does not start fights. We will never be an aggressor. We maintain our strength in order to deter and defend against aggression -- to preserve freedom and peace."
But the problem is that even with all the killing and suffering going on in Iraq which we see on television it’s hard to say that what is happening is completely wrong; because it isn’t.
Let’s look to the facts: Iraqi nation was under a totalitarian regime in which a minority, the Sunni, oppressed the majority of the country other ethnic groups which are the Shia (the major group), the Kurd another minority; which happens to occupy the more oil rich territories in Iraq. Kurds seem to be doing ok, so someone is enjoying the freedom accomplished by the invasion of Iraq. So the Iraqi War it’s not like the Vietnam War at all and something as already been successfully achieved.
The Shia group seems to be a very divided and sectarian group, divided in militias and enraged against the once oppressors, the Sunni. They are free now and sincerely if they don’t know how to live in Democracy that’s their problem.
The third group, the Sunni people, they were the oppressors and are now the insurgents; in great part because they are afraid of Iraq to be divided and them loosing their share on the bigger oil profits of the other ethnic groups provinces, since their provinces oil resources are the smallest. To me it’s natural the Sunnis behave this way but you can’t say it’s right.
So who’s to blame? The Bush administration freed a country based on the wrong arguments, but they freed it any way.
The Bush administration just acted accordingly with their principle of doing what is right rather than what is popular, the Bush attitude. And they made it right.
Maybe they are paying for their arrogance now, but still I wouldn’t like to see the enemies of Freedom and Democracy having their last laugh. Like the TIMES magazine called him President Bush is kind of a Lone Ranger and I hope he wins over the bad guys in the end.
Publicado por João Vasco às 10:40 PM | Comentários (0)
País ou formigueiro?
Não existe no nosso país aquilo a que se possa chamar o pensamento independente. Pelo menos não a uma escala em que faça a diferença. Existe no nosso país a triste tradição de militar numa ideia, num partido ou num líder. O problema é que se olharmos para a política portuguesa todos esses “rios” que são os partidos têm uma fonte comum, caso atípico na natureza, sendo essa fonte baseada na ideologia socialista, baseiam-se todos no mesmo conceito de Estado e pior que isso num conceito a meu ver errado de Estado. Ora não existem verdades absolutas e as minhas são tão verdadeiras enquanto palavras como as de qualquer outro. Eu, porem, gostava de ter essa escolha, gostava de poder votar no partido anti-Estado, por oposição ao partido do super-Estado. O problema é que em Portugal apenas temos os partidos do super-Estado. Por partido anti-Estado não entendo um que vise a abolição do Estado, por muito que essa ideia fosse tentadora, mas que vise a redução do mesmo à sua insignificância ou melhor à sua significância uma vez que o conceito de Estado de que comungo é apenas o de organização democrática que garante os direitos e liberdades dos cidadãos, que gere as suas instituições (as estritamente necessárias) com vista a servir os cidadãos. É óbvio que tal instituição nunca poderá ser 100% democrática nem o é em qualquer parte do mundo no entanto deve sê-lo o mais possível.
Ora o conceito de democracia tal como o de liberdade não pode assentar sobre outro pressuposto senão o da responsabilidade individual ou pelo menos na da maior parte dos cidadãos que compõem a nação. Não existe liberdade sem responsabilidade. A ideia de que podemos viver em Democracia e consequentemente em liberdade assenta no pressuposto de que somos responsáveis o suficiente e emancipados o suficiente para não termos que viver numa Ditadura. Assenta também no pressuposto de que somos homens capazes ou seja de que na nossa maioria nos valemos a nós mesmos que somos capazes de sonhar e idealizar e realizar aquilo que sonhamos e idealizamos e que não desejamos ver as nossas liberdades reduzidas pela existência do Estado ao estritamente necessário. Ora o super-Estado ao qual vivemos acorrentados é um atentado à liberdade individual e aos princípios referidos sobre os quais assenta a Democracia. O super-Estado é pois anti-democrático. Alem disso, nós encontramos a prova em Portugal, pelo mau desempenho das instituições públicas, de que o super-Estado não cumpre sequer a sua função de servir o cidadão.
Estamos pois a viver num formigueiro, aonde o super-Estado é a formiga rainha para a qual todas as formigas laboram.
Como dizia Ronald Reagan: “There is only an up or down — up to a man's age-old dream; the ultimate in individual freedom consistent with law and order — or down to the ant heap totalitarianism, and regardless of their sincerity, their humanitarian motives, those who would trade our freedom for security have embarked on this downward course.”
Agora entendo aonde estamos metidos.
Publicado por João Vasco às 05:59 PM | Comentários (1)