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November 15, 2006

País pedinchão

Vi num blog uma petição para que as multinacionais que abandonam o país não o façam. Isto só por si inspira-me a escrever sobre o país pedinchão aonde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações.
As multinacionais que vão para onde acharem melhor. Alguém quer abrir uma empresa num país aonde as pessoas quase não podem ser despedidas, os impostos são altamente penalizantes, os sindicatos fazem o que querem e as pessoas vivem pela filosofia de que o trabalho faz mal à saúde? A ideia de que empresas e empresários são detentores de uma fonte inesgotável de riqueza que não querem partilhar com os outros é ridícula. As empresas precisam de ter lucros; precisam de se reestruturar em tempos de crise e para isso é preciso despedir pessoas no processo. Numa economia pujante essas pessoas seriam reinseridas no mercado de trabalho, mas num país aonde não são criadas condições para as empresas se quererem instalar o mercado de trabalho só pode diminuir. Só quando o barco afundar de vez as pessoas talvez compreendam o que se passa, talvez se deixem de colocar na posição de meninos chorões a quem toda a gente lhes deve algo. Cresçam pá!
Até lá continuaremos a assistir á proliferação dos parasitas, os políticos do “tacho”, os funcionários públicos indolentes e desnecessários, os cronistas de esquerda que choram as misérias do país, o Bloco de Esquerda, os realizadores de cinema, etc.
Esta mentalidade continuará a pôr Portugal na boca do mundo pelas piores razões, não somos um país de homens somos um país de inválidos.
Como diz a letra de uma célebre música dos Titãs: “ Pôrrada nos caras que não fazem nada.”.
Como é bom comungar dos valores de direita.

Publicado por João Vasco às November 15, 2006 08:14 PM

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