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December 04, 2006

A relativização da vida: não ao aborto!

Um dos argumentos daqueles que criticam a penalização do aborto baseia-se na relativização da vida. Confesso que não entendo lógica por detrás deste argumento este argumento. Aideia de que o novo ser não está formado ou não sente nada é absurda enquanto critério de despenalização do aborto.
Não tenho qualquer memória de quando era bebé e se alguém me matasse eu provavelmente não daria por isso. Então por quê não legitimar o direito a matar um filho até digamos, 1 ano de idade? Ou mais.
Se alguém me matasse a dormir eu não daria por nada. A minha vida é inútil numa perspectiva material, e se pensarmos bem daqui a uns milhões de anos ninguém se lembra de nós, nem mesmo das grandes figuras históricas, imagino eu, nenhuma vida tem valor por esta lógica.
É claro nem quero falar nos idosos ou nos doentes terminais, nas pessoas que ficam em coma vinte anos, é verdade que para estes há “esperança” de uma vida normal, mas se os matassem no período de coma eles não dariam por nada nem sentiriam falta de nada.
Eu só encontro significado para a vida pensando que toda ela é sagrada e que me devo esforçar mais e mais nesse sentido.
Muitas confissões religiosas relativizam a vida, mas é a vida do próprio que é relativizada, não a de outros (não me refiro ao Islão extremista). É um desprendimento pessoal com vista a destacar o espírito e a vida espiritual. Mesmo assim a vida do próprio continua a ser sagrada.
Eu não consigo nem quero relativizar a vida do embrião humano. É a vida de outra pessoa. Matá-lo é uma forma de homicídio.

Um dos argumentos daqueles que criticam a penalização do aborto baseia-se na relativização da vida. Confesso que não entendo lógica por detrás deste argumento este argumento. Aideia de que o novo ser não está formado ou não sente nada é absurda enquanto critério de despenalização do aborto.
Não tenho qualquer memória de quando era bebé e se alguém me matasse eu provavelmente não daria por isso. Então por quê não legitimar o direito a matar um filho até digamos, 1 ano de idade? Ou mais.
Se alguém me matasse a dormir eu não daria por nada. A minha vida é inútil numa perspectiva material, e se pensarmos bem daqui a uns milhões de anos ninguém se lembra de nós, nem mesmo das grandes figuras históricas, imagino eu, nenhuma vida tem valor por esta lógica.
É claro nem quero falar nos idosos ou nos doentes terminais, nas pessoas que ficam em coma vinte anos, é verdade que para estes há “esperança” de uma vida normal, mas se os matassem no período de coma eles não dariam por nada nem sentiriam falta de nada.
Eu só encontro significado para a vida pensando que toda ela é sagrada e que me devo esforçar mais e mais nesse sentido.
Muitas confissões religiosas relativizam a vida, mas é a vida do próprio que é relativizada, não a de outros (não me refiro ao Islão extremista). É um desprendimento pessoal com vista a destacar o espírito e a vida espiritual. Mesmo assim a vida do próprio continua a ser sagrada.
Eu não consigo nem quero relativizar a vida do embrião humano. É a vida de outra pessoa. Matá-lo é uma forma de homicídio.

Publicado por João Vasco às December 4, 2006 08:21 PM

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